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A vida real não é ideal, nem do ponto de vista ideológico, nem a partir dos desejos mais íntimos de cada ser. As filosofias, as teologias, as declarações políticas e sociais, enfim, seja qual for a ideologia, apresentam um ideal que na prática se mostra inalcançável. No interior do ser humano habita uma esperança de uma vida utópica.
Enfim, a vida é uma experiência de acomodação, sempre. Não importa o quanto estejamos próximos do ideal, ainda assim somos incompletos, mesmo aqueles que são aprovados pela análise da média de sua geração.
Neste existir incompleto, na maioria das vezes teremos de tomar decisões baseadas em critérios lógicos. Exceto quando nossa decisão é tomada pela paixão de um momento e então nem precisamos refletir, pois o que sentimos é a decisão, no mais, precisamos pensar e decidir, muitas vezes, pelo mal menor dentre as possibilidades.
Precisamos calcular o que ganhamos com o que perdemos e o que perdemos com o que ganhamos. Não há escolha que elimine perdas e somente contabilize ganhos.
E nesta conta precisamos adicionar que não ganhamos ou perdemos sozinhos, mas conosco estão as pessoas que são afetadas por cada uma de nossas escolhas. Adaptar-se é viver a vida com sabedoria.
©2010 Alexandre Robles
Ouça: O Evangelho para os nossos dias
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