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QUANTO MAIS HUMANO, MAIS DIVINO
“Jesus fez-se homem e habitou entre nós”.
João 1

 O nascimento de Jesus é a afirmação de que Deus fez-se homem, de que nasceu como qualquer criança e passou por todas as fases de desenvolvimento experimentando a limitação e a fragilidade de ser gente.

Assim, todos os mistérios acabam, pois quem quer saber como Deus é, basta olhar para Jesus. Acabam as religiões, pois se estabelecem no desconhecido e nos caminhos para alcançá-lo e fazê-lo funcionar em favor dos devotos.

E também o projeto de ser humano encontra seu ideal. Em Jesus vemos como o homem deve ser. Todas as ciências humanas têm em Jesus sua maquete, sejam filosóficas, psicológicas, políticas.

O Natal é isso. É imaginar o bebê que nasceu há cerca de dois mil anos, deslumbrar-se com a simplicidade amorosa de Deus e desejar ser gente como aquele menino, que foi gente até ser grande.

Feliz Natal! E que esta revelação seja gerada em cada coração, para que o divino, revestido da mais intensa humanidade, nasça dentro de cada um de nós, todos os dias.

©2009 Alexandre Robles

Ouça: O Natal e o desânimo espiritual